sexta-feira, 19 de outubro de 2012

o grito do sol sobre a cabeça




Convite:






Dia 20 de outubro, das 17h30 às 21h30, com som ao vivo de Cláudia Vaz e Celso Ribeiro, acontece o coquetel de lançamento de meu livro O grito do sol sobre a cabeça.
 
Inclui o conto vencedor do prêmio Hydra de 2012: (História com desenho e diálogo). O Concurso Hydra de Literatura Fantástica Brasileira, uma parceria entre a revista eletrônica norte-americana Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show e o website brasileiro A Bandeira do Elephante e da Arara, visa expor o melhor da literatura fantástica brasileira para leitores em língua inglesa do mundo inteiro. 

O conto recebeu tradução para o inglês e foi publicado na revista eletrônica Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show.

Além deste, o livro reúne boa parte de minha produção de contos.

 Apareçam!

Abaixo, o texto da orelha escrito por Caio Silveira Ramos (autor de “Sambexplícito – As vidas desvairadas de Germano Mathias”):



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Prepare-se para morrer.

Brontops Baruq aponta para nossos olhos seu livro solo O grito do sol sobre a cabeça e não nos deixa nenhuma esperança. Seus contos ultrapassam a fronteira do imaginário e nos violentam com o real presente-passado- -futuropresente-futuropassado- -futurofuturo, desorganizando nossos labirintos e liberando dezenove minotauros famintos.

Talvez por isso, o crítico Marco Avinhão Minerdi tenha escrito: “(…) exceto pelo Baruq que evoca Spinoza – e os não deuses do autor são alimentados pela mão desse filósofo – tudo mais não existe: ‘Brontops’ não é um dinossauro, e equivoca-se quem o classifica como autor de ficção científica: se em seus textos há ‘ficção fantástica’, ele (ou alguém) se utiliza do rótulo ‘científica’ talvez para atrair incautos fãs de Star Wars. No fundo, Brontops vale-se do universo fantástico para expor sua desilusão sobre política, religião, moralidades e a (des)necessidade de deus. Há quem se fascine por suas (pré)visões de futuro ou de seus cenários apocalípticos, mas tudo é simulacro para provocar, questionar desde padrões de sexualidade até o desejo de perder-se de si e dos outros. ‘Brontops Baruq’ talvez nem seja homem, mulher, hermafrodita, ruminante ou mutante do transfuturo: deve ser uma invenção, algo que não existe de fato ou só vive no delírio de alguém. Eu o odeio: ele me sentenciou à morte”.

Desvarios à parte, o escritor utiliza todo seu arsenal de forma e de conteúdo recolhido durante anos de mergulho insano nas mais diversas literaturas, inclusive na dos quadrinhos. Os enredos perturbadores nascem não só dos livros lidos e imaginados: eles brotam de uma curiosidade compulsiva, que revira TV, cinema, arte, zoologia, internet e bizarrices.

Brontops, de fato, vai além dos rótulos ou gêneros, ficção científica ou fantástica e, se por acaso se utiliza deles, é para amadurecê-los. Ou corrompê-los. Por isso, o sol grita sobre a cabeça que a literatura está nua. Mas o próprio sol e a cabeça também estão. Assim como Noé igualmente está, mesmo sem ter se embriagado desta vez. E Spock corre nu segurando as orelhas. Não há mais tempo: como o hipopótamo de Brás Cubas, Brontops atravessa os tempos e invade a minha sacada. Não, não é um pesadelo, nem existem emplastos salvadores. Ameaçador, ele me condena ao futuro infinito: prepare-se para viver.
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