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domingo, 5 de setembro de 2010

Achados



a)Música, Poesia e Ficção Científica
-Eu posto frequentemente no blogue do Projeto Portal e ando postando lá letras de músicas e poesias com temas de Ficção Científica. Quem quiser espiar, clique AQUI e ALI. Quem tiver sugestões (se alguém estiver vendo), me dê um toque: vale qualquer estilo.


b)Blog legal
-Gosto muito do SuperPunch! Super estiloso e super postado. Difícil acompanhar.

c)Artista legal
-Tara McPherson


d)Texto legal
-Pets literários: em inglês, no "Journey round my skull"

"Literary Pets by Gilbert Alter-Gilbert

The animal figure is a universal ingredient in literature from Aesop to Orwell. Perennially and ubiquitously, from the humblest children's storybook to the most ambitious epic, beings with paws and claws, beaks and fangs, horns and hooves, fins and flippers, have been put at the service of metaphor or moral instruction. Fables and fairy tales abound with familiar and endearing creatures; the brute beast, although bereft of the faculty of speech, may be eloquent on the printed page. Whether presented realistically or symbolically, members of the animal clan have reflected and, in some cases, indicted the behavior of their human stewards in ways that make representatives of the two-legged species look at least as curious as any of their "lower" planetary co-inhabitants, and often more contemptible.

From sable cats to albino cetaceans, famous titular animals span the chromatic spectrum: White Fang; The Green Mare; The Bluebird; The Red Pony. Literary animals of ill omen include Poe's redoubtable raven and Coleridge's ineluctable albatross; other fine feathered friends have exerted a comparable fascination: the fixation of the classical Persian poets on the nightingale, Shelley's skylark, Hardy's thrush.

Even amoebae and their unicellular relatives have found focus in certain literary productions: the tubercular germ in Eduardo Wilde's consumption story "The Rain"; the viral infection, tentative, if implied, in Ezequiel Martinez Estrada's "The Cough"; the microbial organisms which prove the downfall of the extraterrestrial invaders in H. G. Wells' War of the Worlds; from primitive protozoa to prehistoric monsters, to the mythic creatures populating the bestiaries of old, animals have been a constant of literary culture."

Leia tudo (e com fotos BEM interessantes) AQUI

e)Imagem legal
-Imagem: "Belling the Slayer" Jeffrey Jones

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Portal Stalker



Portal Stalker
chegou: alienígenas ontem curupira homenzinho caixão vazio Ariel trans-humana alienígenas três irmãos Liberdade árvore seca Eral útero tera Halo fim do mundo Lígia Coletivo dos Anjos singularidade nua LDL Bono Vox esquizóide aracnídeo bicicleta pulso eletromagnético

terça-feira, 7 de julho de 2009

telegrama




Coerência

“Um exemplar não-otimizado de Homo Sapiens mantém coerência de estado por apenas dois ou três gigassegundos antes de sucumbir à necrose”

(esta frase veio de um post do Mundo Fantasmo, blog do escritor Bráulio Tavares. Quem quiser, pode buscar lá a explicação desta sentença. E, caso você queira mais, segue um outro post sobre Ficção Científica. Ah... vem aí Portal Stalker)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Telegrama

uma trilha para kripton



O sol
há de brilhar mais uma vez
A luz
há de chegar aos corações
Do mal
será queimada a semente
O amor
será eterno novamente

É o Juízo Final,
a história do bem e do mal

Quero ter olhos pra ver,
a maldade desaparecer

O amor
será eterno novamente

Juízo Final, de Nelson Cavaquinho

(vem aí Portal Stalker)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Telegrama1

Vem aí Portal Stalker



Romance em Angra
(Língua de Trapo)


Recordo com saudades
De quando tinhas cabelo, meu amor
Teus olhos ‘inda eram abertos
E até tinham cor
Nos teus braços não havia crateras
Como as que hoje vejo
Tuas pernas ‘inda eram inteiras
E me davam desejo
Recordo que podias ouvir
Meus mais ternos sussurros de amor
E tinhas a capacidade
De sentir meu perfume, minha flor
E hoje, tu andas corcunda
E já não tens mais nem aquela…saúde
Tua pele, coberta de escamas,
Realmente não é um convite pra cama
O nosso amor foi arrasado
Depois que o reator foi instalado
E nesse pesadelo nuclear
Na mais torpe aflição
Passo o tempo a suplicar:
Não explode coração!

Telegrama2




Stalker, dirigido por Andrei Tarkovsky foi lançado em 1979. O filme conta a história de dois homens guiados por um terceiro (o tal “Stalker”[1]) para o interior de uma Zona proibida, fechada pelo governo e de acesso controlado por militares. A região foi isolada e suspeita-se da presença de alienígenas. Existe a necessidade de um “Stalker” para levar os dois homens ao interior da Zona: eles conheceriam as manhas para conseguir vencer os obstáculos e armadilhas dispostas pelo caminho. Não quero falar muito sobre o filme, entretanto. Apenas um fato me interessa e este não está na película ou na história. O técnico de som (não estou certo se esta é a tradução mais adequada) Vladimir Sharun acredita que as mortes por câncer de Tarkovsky, sua esposa Larissa e do ator Anatoly Solonitsyn se deveram à contaminação por toxinas no local da filmagem [2]. Próximo a usina hidrelétrica onde se realizaram muitas das tomadas havia uma indústria química que despejava resíduos e expelia poluição. Segundo Sharun, as cenas de precipitação de neve durante o verão e de espuma flutuando na superfície do rio são amostras do veneno a que ficaram expostos.


Sete anos mais tarde, em uma noite da primavera de 1986, uma explosão seguida de incêndio destruiu parte de uma usina nuclear em Chernobyl. Removeram milhares de pessoas das regiões mais próximas ao acidente. Mas o número exato de pessoas mortas ou afetadas pela radiação permanece uma incógnita. Os cálculos do governo russo estimam por “baixo”, desconsiderando muitos dos atingidos indiretos, como bombeiros, “voluntários” para limpeza dos destroços e outras pessoas que passaram pela região. Sabe-se que a quantidade de radiação espalhada foi de 100 a 300 vezes a disseminada pela explosão de Hiroshima. É muito, mas talvez não tanto quanto às centenas de testes nucleares realizados rotineiramente pelas superpotências durante a Guerra Fria.


(Assisti a um documentário com imagens de trabalhadores na perigosíssima e mortal operação de reparos e contenção dos danos realizada nos meses seguintes a explosão. Fizeram uma estimativa de quanto tempo uma pessoa poderia ficar próxima aos escombros altamente radiativos. Impressiona ver os homens correndo para trabalhar por quinze segundos antes de repassar a tarefa para o próximo suicida, que também corre, como num revezamento mortal.)


Tal como no filme, isolaram a área do incidente. Um círculo de trinta quilômetros ao redor da usina é conhecido como “Zona de Exclusão” (Já encontrei o termo Zona de Alienação, que deve ser uma má tradução, mas me pareceu apropriada). A região se tornou o maior depósito de lixo nuclear a céu aberto do mundo. Uma floresta de pinheiros morreu em alguns dias depois da explosão e não pôde ser queimada: a fumaça teria sido radiativa. O círculo de dez quilômetros ao redor da usina é tão radioativo que veículos que adentrem a esta área não podem mais retornar. Parece que os funcionários que precisam vistoriar as cercanias das ruínas chamam a si mesmos de “Stalkers”.


Eu não sou o primeiro a notar estas semelhanças. Já criaram um videogame chamado S.T.A.L.K.E.R, the Shadow of Chernobyl, que desenvolve seu enredo sobre estas linhas. Nunca o joguei, entretanto. Apenas o descobri durante as pesquisas para escrever este post sobre relações entre cinema, radiação e gente que se envenena por motivos profissionais.


* * *

[1]palavra que significa “perseguidor” pelo tradutor do google, mas que um bom e velho dicionário prefere “ato de espreitar durante a caça”, no sentido de aproximação furtiva.
[2]esta história remete à outra, sobre a morte do velho caubói John Wayne. Para um filme sobre Genghis Khan, The Conqueror (1956) foi usado como cenário um deserto próximo a uma região de testes atômicos. Anos mais tarde, assim como alguns atores e outros integrantes da equipe de filmagem, Wayne faleceu de câncer.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Telegrama

as leis do ferro



“Meu amor, o mundo é enfadonho demais. Não há nada, nem telepatia, nem fantasmas, nem discos voadores, nada disso existe. O mundo é regido pelas leis do ferro-fundido, as leis do ferro-frio. É triste.

Infelizmente, estas leis são invioláveis, elas não sabem violar a si próprias.

Em resumo: não conte com discos voadores. Isto seria empolgante demais para ser verdadeiro.”


Diálogo extraído do filme Stalker(1979), de Andrei Tarkovsky


Vem aí Portal Stalker