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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Achados




a)
Bruxas Sexys

A ilustração acima é de Ren Wicks (Bathing Witch) e veio deste blog cheio de Bruxas Sexys, inventadas e verdadeiras.


b)Ian Fleming & Raymond Chandler


Ian Fleming criou James Bond. Frio e com nervos de aço. Umberto Eco é fã de Bond. Dele não posso afirmar muito, exceto o que vi pelos óculos do Eco. Raymond Chandler criou Philip Marlowe. Um detetive durão, nervos de aço, mas de coração mole. Um é inglês. Outro é norte-americano. De Chandler, li muita coisa.

Os dois conversaram em 57. Eu sabia da conversa mas nunca vi legendado. Agora, pra facilitar, transcrito dentro desta revista eletrônica. Se não conseguir abrir o PDF na página, use o download Aqui (Está na edição número 6, página 30)




c)O Decálogo da Criatividade, via o fantástico Cinismo Ilustrado.



d)Steinberg, no Mundo Fantasmo
, de Braulio Tavares:

"Esta é apenas uma das muitas magias do Rei do Traço, o romeno que por ser judeu teve que fugir da Europa e buscar refúgio nos EUA, onde se tornou um dos mais famosos ilustradores e capistas da revista The New Yorker. Conheci o trabalho dele nos anos iniciais do Pasquim, quando Millor Fernandes, Ziraldo e outros reproduziam seus desenhos e entoavam alalaôs ao mestre. Mestre deles, virou mestre meu também; mesmo quem não é desenhista pode absorver da linha enxuta de Steinberg alguma coisa para sua escrita, assim como um músico pode lucrar o mesmo para o seu piano (eu diria que foi o caso de Erik Satie, se um não fosse tão anterior ao outro) e até um jogador de futebol pode usar algo em seu trato com a bola. (Eu diria que Sócrates, Zidane e Paulo Henrique Ganso têm momentos verdadeiramente steinberguianos.)"

domingo, 14 de agosto de 2011

Achados




Dilemas de pais


a)O Império da Verdade, por Bráulio Tavares

Trecho:

"Corolário: existem verdades factuais (coisas concretas que aconteceram e que podem ser comprovadas por testemunhas independentes), verdades intelectuais (coisas que, argumentadas, fazem sentido, mas existem apenas no plano das idéias e não podem ter comprovação material, nem precisam) e verdades afetivas, as mais difíceis de definir, mas que exercem talvez a maior pressão sobre as decisões que tomamos."


b)Brás Cubas e o gene do amadurecimento precoce, por Joca Reiners Terron

Trecho:

"Com a mudança hormonal, minha filha também mudou de hábitos. A principal mudança está relacionada ao uso do celular. Se antes ela atendia minhas ligações, agora não as atende mais. O diálogo secou, murchou, virou uma estática interrompida por interjeições monossilábicas pelas quais cobram 1 real o minuto. É um preço caro demais, esse.

Outros hábitos, entretanto, se mantêm. Um deles é a leitura de livros adiantados à sua faixa etária. O único culpado dessas leituras antecipadas sou eu, e acho justo que seja justamente eu a pagar o pato da incomunicabilidade atual.

Ao adiantar as leituras da Julia, eu me rebelava contra a chatice dos livros que lhe eram impostos na escola. Ao mesmo tempo, sem saber, inventava o chip que lhe extirparia a inocência. É claro que ler livros inadequados para uma determinada idade fornece apenas, digamos, o arcabouço teórico da existência, pois a dor prática sempre bate alguns palmos abaixo de onde fica o cérebro."


c)Pequenas Trapaças, por Aldo Quiroga

Trecho:

"Desde sempre temos um pacto por aqui: as coisas devem ser ditas como elas são. Claro que as adaptações se fazem necessárias, seja pela idade dos pequenos, seja pelo adiantado da hora. Mas o que chamo aqui de “pequenas trapaças” aparece em questões que não são aquelas vitais, que formarão o caráter. São aquelas coisas que tem mais a ver com a nossa sobrevivência."




(Imagem - via Caprichos de Cómic - Frederik Peeters. Segundo Raquel Cozer, Peeters será publicado no Brasil pela editora Tordesilhas, ilustrando o quadrinho Castelo de Areia. Mas ainda não é Blue Pills - conta a história de seu relacionamento com uma garota soropositivo nem Lupus, um "road movie" interplanetário.)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Achados



Estou em tempos atribulados, então serei breve e raro daqui por diante:





a)Mapa da "Não-Monogamia". Achei AQUI.




b)Mapa da Sexualidade Humana. Veio DAQUI.




c)Mergulho em um fractal de Mandelbrot, que faleceu em outubro passado.

Há uma boa matéria sobre ele na Piauí de novembro. O artigo está disponível AQUI.

Fonte do vídeo: Problemas/Teoremas

d)A Humument

pág 27:




Achei graças ao Braulio Tavares, neste ARTIGO do Mundo Fantasmo. TRECHO:

"Por volta de 1966, o artista plástico inglês Tom Philips, então com 29 anos, embarcou num projeto que começou como passatempo e acabou se transformando numa empreitada que já dura quase quatro décadas. Philips tinha curiosidade pelas técnicas do que hoje se chama “desconstrução”, aqueles trabalhos onde um artista pega uma obra já existente e interfere nela de tal forma que extrai dali uma obra de natureza totalmente diversa, e original. Diz ele que o ponto de partida para sua idéia foi o conceito, (popularizado na época pelo escritor William Burroughs) da técnica do “cut-up”. Burroughs pegava uma página de livro ou de jornal, cortava-a em retângulos de igual tamanho, trocava a posição deles, colava-os; e aí copiava o texto resultante, interferindo nele ou não.

A idéia de Philips foi pegar um romance da época vitoriana e usar suas páginas para criar obras que misturassem literatura e pintura. Literalmente, ele se propôs a pintar por cima do texto, ocultando a maior parte dele, e deixando aparecer somente palavras isoladas que iriam formar novas frases não previstas pelo autor. Meio ao acaso, ele comprou num sebo um exemplar do romance A Human Document (“Um Documento Humano”) de um tal W. H. Mallock, publicado em 1892, e pôs-se a trabalhar."

Amostras do trabalho podem ser vistas AQUI.

sábado, 11 de setembro de 2010

Achados


(Anúncio de companhia aérea de 1979 - via "If Charlie Parker...")


1)

No ano passado, o blog português "Leituras de Pedro" publicou uma série de resenhas de quadrinhos sobre o onze de setembro. Senti só a ausência de "À Sombra das Torres Ausentes", de Art Spiegelman que saiu aqui no Brasl pela Cia das Letras, que relacionava os quadrinhos do começo do século passado com os eventos do começo do nosso. Algumas páginas dos quadrinhos originais foram reproduzidas no álbum; penso eu que, aqui no Brasil, Little Nemo e outras "velharias"nunca foram tão bem impressas aqui.


2)Os Cronolitos

(via Mundo Fantasmo)

Trecho:
"The Chronoliths foi publicado em 2001, meses antes do ataque ao World Trade Center, criando um sutil paradoxo entre ficção e vida: o aparecimento de monumentos fantásticos e a destruição de monumentos reais. A aparente megalomania da imaginação de Wilson é bruscamente reduzida pela megalomania real dos atentados. O invisível e onipresente Kuin do romance acaba sendo refletido no onipresente e invisível Osama Bin Laden do mundo pós-2001; a ameaça chinesa se transforma em ameaça islâmica. Poucas vezes um romance de FC estabeleceu essa relação de simetria e sincronicidade com fatos do mundo real na época do seu lançamento. "

3)O Desconforto da Crítica, por Daniel Piza

Trecho:
"Blogs e comunidades virtuais em geral são outro sintoma desse mal-estar da crítica. Quando alguém argumenta contra determinadas decisões políticas ou esportivas, ou aponta o que julga serem defeitos num filme ou livro, as reações raramente vêm na forma de argumentos. São insultos e falácias, ou então a crença de que basta apontar um suposto lapso para demolir o raciocínio inteiro. O que está por trás não é o incômodo com aquela opinião (e toda análise contém opinião), mas com a própria existência de uma opinião que não seja a sua. É por isso que tantas das réplicas querem mesmo é que o autor perca seu emprego, de preferência dando lugar ao próprio replicante… O mau leitor é justamente o que acha que o autor serve para dizer apenas o que ele queria dizer.

Sim, os maus críticos fazem mal à crítica também. Muitos autores não conseguem fazer crítica sem cair no ataque pessoal, sem destilar preconceitos, sem desmerecer totalmente o trabalho alheio, sem apontar o dedo para erros banais. Muitas das críticas ao governo Lula caíram no vazio porque sua ênfase era nos adjetivos ao presidente, assim como muitas críticas a jogadores famosos queimaram a língua porque criticavam suas baladas em vez de suas boladas. E pense em quantos artigos com boas causas, como a crítica à arte contemporânea, por exemplo, não estragaram essas causas ao dizer que Picasso não foi um grande pintor (sic!) ou que as instalações nem sequer são “uma linguagem” (mas não são um arranjo de signos?), desprezando qualquer hipótese de seriedade na arte atual. "


4)Shivabel

Ótimo canal de vídeos do You Tube com imagens e informações de Arte, "Vídeo" Quadrinhos, etc mantido certamente por um italiano ou quase-isto.

Vale muito uma espiada. Tem desde "The Long Tomorrow" (Moebius) até Serafini. Olhem estas imagens super-bacanas das 1001 noites feitas por Olga Dugina ou estas cabeças de Thomas Woodroof.


5)Crash, de J.G.Ballard em um curta da BBC de 1971

(Via Coisas do Arco da Velha)


6)Saiu (faz algumas semanas) o Farrazine 17

Justiça 40º/ Long Play/ O nascimento da Era de Prata/ Quadrinhos Gonzo/ etc

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Telegrama





"Jan Chipchase diz que o público usuário de celular se expande em todas as direções. Há populações analfabetas aprendendo a usá-lo, e a Nokia está desenvolvendo modelos que facilitam o uso a quem não sabe ler, embora tais modelos não sejam “marquetados” dessa forma, para não criar um estigma e afastar os usuários. Na África é comum um único aparelho servir para uma família inteira, e foi desenvolvido um sistema que permite esse aparelho guardar várias identidades, cada qual com sua agenda telefônica, mantendo a privacidade de cada usuário.

Em Uganda, diz Jan, o celular serve à população pobre como um meio de transferência de dinheiro. Digamos que Fulano está na capital e precisa transferir 50 dólares para sua irmã, que mora num vilarejo onde não há bancos. Ele vai no shopping, compra 50 dólares em crédito num cartão pré-pago, e liga para o cara que mantém no vilarejo um quiosque de celulares pré-pagos para uso da população. Ele informa ao cara o número do cartão pré-pago, o cara carrega o valor num dos seus celulares, e entrega 50 dólares à irmã do outro."

trecho de "Antropologia do Celular", artigo de Bráulio Tavares no Mundo Fantasmo


"Muçulmanos entrevistados pelos etnólogos de consumo almejam celulares com dispositivos de navegação por satélite para poderem orar voltados para Meca. Um refugiado da Libéria sonhou com um celular munido de detector de minas terrestres. Em Mumbai, na Índia, os moradores de favelas queriam celulares com gancho, para poder pendurá-los seguros das chuvas sob os tetos de seus barracos, juntamente com outros pertences, na época das monções. E no Rio de Janeiro, o futuro celular ideal deveria medir a qualidade do ar. Ali, as mulheres também desenharam esboços de celulares que permitissem a elas vigiar e controlar seus maridos."

Revista Geo Brasil nº 09 Editora Escala




(imagem Digital City, por Hubert Blanz)

domingo, 20 de setembro de 2009

Achados



Gabrielle d'Estrées e uma de suas irmãs
1595
Musée du Louvre, Paris



a)Pipoquinha

Conhecia o quadro acima de uma história do Giuseppe Bergman, personagem criado pelo Milo Manara. Mas sempre o achei mais estranho do que propriamente erótico, por se tratarem de duas irmãs e pelo gesto parecer mais o de quem pega uma pipoca do que um mamilo. Agora a Beluga (cujo "O Belogue" acabou de fazer quatro anos) esclareceu minhas dúvidas. CLIQUE.



b)As dez árvores mais espetaculares do mundo.

Vá primeiro ao (grande) Bráulio Tavares no Mundo Fantasmo para entender e depois ao link do Neatorama. Existe também uma lista de árvores famosas no wikipedia, onde não consta um único "pé de laranja-lima" sul-americano. Deveria - no mínimo, é a primeira que me ocorre - haver a árvore sob a qual Funes, o Memorioso, passou seus últimos dias... Ou então o Maior Cajueiro do Mundo do Rio Grande do Norte... Ou alguma mangueira, araucária, jaqueira, seringueira, andiroba, jequitibá, as árvores citadas em Bem Leve da Marisa Monte, sei lá...

Chamem a Regina Casé do Pé de quê!!!

c)Kafka faz bem à saúde


Leitura do absurdo estimula habilidades mentais

"
Travis Proulx [Univ. da Califórnia, Santa Bárbara] e Steven Heine [Univ. da British Columbia], psicólogos, descobriram que a nossa habilidade de encontrar semelhanças e sentido é estimulada quando nos absorvemos na literatura do absurdo. E mais interessante ainda: habilitando-se essa capacidade, ela reaparece aprimorada para resolver outras tarefas ou problemas fora do campo da leitura." (Continua...)

fonte: Peregrina Cultural, da Ladyce West


d)A literatura e as escalas de grandeza

"Tera é uma adaptação originária do grego tetra-, que, como sabemos desde 1994, é um prefixo que significa "quatro", como em "tetracampeão", "tetraciclina" ou "tetralegal". Tera é um multiplicador, por exemplo, um teragrama equivale a um trilhão de gramas. (Não confundir com "tetragrama", que significa uma palavra com quatro letras.) Donde podemos concluir que um teraconto são um trilhão de contos." (Continua...)


A fonte do texto é o blogue Prosa Caótica e já é um texto meio antigo (mas eu gostei)...

Mas eu encontrei neste outro blogue que só copia textos de outros blogues.

terça-feira, 7 de julho de 2009

telegrama




Coerência

“Um exemplar não-otimizado de Homo Sapiens mantém coerência de estado por apenas dois ou três gigassegundos antes de sucumbir à necrose”

(esta frase veio de um post do Mundo Fantasmo, blog do escritor Bráulio Tavares. Quem quiser, pode buscar lá a explicação desta sentença. E, caso você queira mais, segue um outro post sobre Ficção Científica. Ah... vem aí Portal Stalker)