domingo, 11 de maio de 2014
Achados
1)I want to play god
Aula de anatomia com esculturas clássicas, por Cao Hui. Via Le Zèbre bleu.
2)Slave Girl Comics
(1949) Via Pappy´s Golden Age Comics
3)Navalha na Carne, peça de Plínio Marcos, na edição de Walter Hüne.
Veja mais imagens no Gramatologia, que fez a conexão com a versão de Robert Massin para "A Cantora Careca" de Ionesco. Pedro Bandeira relembra sua parte na história na Folha.
4)Ruínas de Igrejas e capelas abandonadas pelo interior do Brasil. (Via Cesar Silva.)
(aliás, vale uma espiada no site de "Exploração Urbana": Lugares esquecidos)
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quinta-feira, 1 de maio de 2014
Telegrama
História pausterizada
(trecho de Pequenas Maravilhas: Como os micróbios governam o mundo, de Idan Ben-Barak, Zahar. Ilustração de Nicolas Nemiri )
"No romance histórico Xógum, de James Clavell, ambientado no
Japão de quatro séculos atrás, há uma cena memorável em que o navegante inglês
John Blackthorne, recém-chegado ao país, é convocado pelo soberano japonês
Toranaga e submetido a um longo interrogatório. Em certo momento, Blackthorne
fala a Toronaga da política europeia contemporânea: a Holanda, que
anteriormente era um Estado vassalo do rei espanhol, rebelou-se e está em
guerra com a Espanha. O governador feudal nipônico, governante de uma sociedade
estritamente hierárquica, fica furioso – uma rebelião contra um rei legítimo é
inaceitável. Blackthorne, que corre grande risco de ter a cabeça decepada nesse
ponto, diz “Mas havia circunstância amenizadoras.” Ainda assim, Toronaga não
quer saber: “Não existem `circunstâncias amenizadoras` quando se trata de uma
rebelião contra um soberano”, exclama, e Blackthorne responde: “A menos que a
rebelião vença.”
É um momento tenso: Blackthorne certamente morrerá por sua
intolerável insolência e as demais mil e tantas páginas terão de ser deixadas
em branco. Mas não. Toranaga ri e responde: “O senhor citou a única
circunstância amenizadora.”
Do Japão fictício passamos à França real da década de 1860,
quando irrompeu uma batalha furiosa entre cientistas, acompanhada de perto pelo
público em geral (ou, ao menos pelas classes mais altas, que já são um público
suficiente para nossas necessidades presentes). De um lado estavam os que
defendiam a teoria da geração espontânea, segundo a qual os microrganismos são
criados regularmente a partir da matéria orgânica em decomposição. Do outro
estavam os que afirmavam que a vida só surge a partir da vida – o principal
deles era o grande Louis Pasteur, o homem cujas conquistas lhe valeram,
merecidamente, o título de “pai da microbiologia”, ao lado de Robert Koch.
Pasteur havia preparado soluções esterilizadas de leveduras
em frascos de vidro cujos pescoços estavam dobrados de tal maneira que os
microrganismos não poderiam entrar, como ele afirmou corretamente.
Qualquer forma de vida encontrada ali deveria ter sido
gerada espontaneamente a partir da matéria orgânica morta, alegava Pasteur. A
geração espontânea, é claro, não ocorreu: nos frascos do tipo “pescoço de
ganso” de Pasteur não cresceu nenhum mofo por longos períodos de tempo. Essas
demonstrações, características das habilidades técnicas e da lógica poderosa do
virtuose Pasteur, praticamente encerraram o debate.
Digo praticamente porque nesse momento surgiu em cena Felix
Pouchet, o principal rival de Pasteur, que preparou um frasco semelhante, mas
com uma infusão de feno esterilizada ao calor, em vez de uma solução de
levedura na água. O mofo surgiu imediatamente. Pouchet podia agora argumentar
que o experimento de Pasteur provava apenas que a geração espontânea não
poderia ocorrer no caso muito específico da levedura em água. Havia ali
evidências concretas bastante problemáticas para Pasteur. Isto também pode ser
inquietante para você: como é possível que a vida tenha surgido de repente em
um recipiente estéril? “Estéril” não significa que não há nada vivo ali dentro?
Então, de onde veio o mofo?
A resposta, como sabemos hoje, é que a infusão de feno de
Pouchet não era estéril: a técnica de esterilização pelo calor que todos usavam
na época, chamada atualmente de pasteurização, era adequada para eliminar a
maior parte das espécies de micróbios, mas ninguém sabia que certas espécies
podem gerar esporos – envoltórios externos resistentes que protegem o micróbio
de condições adversas, sendo capazes de suportar temperaturas muito elevadas.
Esses micróbios que sobrevivem ao processo de pasteurização podem, uma vez
terminada a esterilização, livrar-se de sua camada protetora externa, tornar-se
ativos e se multiplicar. Eles se banqueteiam na lactose do leite e excretam
ácido láctico que é azedo; por isso que o leite pasteurizado fica azedo depois
de mais ou menos uma semana, mesmo na geladeira. Para preparar leite estéril,
inteiramente livre de esporos (do tipo que chamamos “longa vida”), é necessário
um tratamento mais rigoroso.
Voltemos então a Pasteur, que não sabia da existência dos
esporos. O que ele poderia fazer ante esse desafio à sua posição? A atitude
cientificamente correta teria sido tentar replicar o experimento e então
encontrar nele alguma falha técnica (como ele conseguira fazer com tentativas
prévias de Pouchet) ou propor alguma explicação teórica para os resultados do
rival, que poderia então ser testada (sugerindo talvez a existência de
micróbios resistentes ao calor, que foram de fato responsáveis pelo resultado,
ou alguma outra razão possível). Se tudo isso falhasse, ele poderia desistir e
admitir a derrota.
Mas Pasteur não seguiu nenhum dos três caminhos. Em vez
disso, ele ignorou inteiramente os resultados de Pouchet. Para tal, apoiou-se
na opinião pública favorável e em suas convicções privadas. Pasteur, que era
católico, opunha-se fortemente a qualquer ideia que tivesse algum cheiro de
ateísmo, inclusive as novas terias de Darwin, que sopravam do outro lado do
canal da Mancha. Sendo um conservador religioso, ele defendia a ideia de que a
vida só havia sido criada uma vez – pelo Criador, no início dos tempos, como
descrito nas escrituras – e portanto não continuaria a surgir diariamente. A
atitude de Pasteur se encaixava muito bem no clima político francês da época,
por isso ele não sofreu grandes pressões e pôde simplesmente dar de ombros a
seus oponentes.
Pouchet, que também era um homem pio e baseava suas teorias
em questões religiosas (bastante elaboradas, reconheço), foi deixada de lado.
Pasteur venceu o debate e seguiu em frente, conquistando outros triunfos
científicos. Sua vitória, nesse caso, não se deveu ao fato de ser um cientista
exemplar; apoiou-se fortemente em circunstâncias públicas favoráveis e em suas
noções preconcebidas.
Há duas questões nesse episódio que, para mim, são bastante
bastante desconcertantes, e também esclarecedoras: uma delas é científica;
outra, histórica.
A questão científica é que Pasteur não foi inteiramente
profissional em sua conduta. Geralmente, temos a tendência de enxergar os
grandes cientistas como a encarnação do espírito da ciência – observadores imparciais
da natureza que seguem suas observações para onde quer que os levem. Isto não
passa de uma imagem ideal e, dessa forma, é algo dificilmente personificado por
homens de carne e osso. Um cientista,
até mesmo um dos grandes, é um ser humano, com todas as falhas e falácias
humanas que isso implica. Além disso, homens visionários tendem a ser muito
obstinados, a ponto de se tornarem cabeças-duras. Eles possuem intuições e
convicções, além de seu orgulho. Se Pasteur admitisse, depois de tanto tempo e
esforço, que seus rivais poderiam ter estado certos, isso não apenas iria
contra sua concepção da natureza, como seria um golpe bastante forte em seu
ego, que não era nada insignificante.
No fim das contas, provou-se que Pasteur estava certo. E
isso não se deveu a seus próprios experimentos, mas aos de pesquisadores
futuros que seguiram seus passos. É uma estranha maneira de proceder, quando
paramos para pensar no assunto, mas é assim que a ciência funciona. Ela dá
resultado porque os que seguem por um caminho não o fazem cegamente, eles
verificam e reverificam as ideias que recebem de seus predecessores,
descartando então as que são vistas como imprecisas. Pasteur defendia a ideia
de que a vida surge da vida. Ele estava certo. Esse é o veredicto da ciência.
Assim como no caso do vassalo rebelde, essa é uma circunstância amenizadora.
A questão histórica é que Pasteur, um grande cientista,
opunha-se às ideias evolutivas de Darwin e lutava do lado do conservadorismo
religioso. É uma boa lição a ser absorvida – que os cientistas às noções e
alinhamentos das gerações futuras. Eles trabalham com o conhecimento, o
entendimento e os meios técnicos que têm às noções e alinhamentos das gerações
futuras. Eles trabalham com o conhecimento, o entendimento e os meios técnicos
que têm à disposição, e também são, em grande medida, influenciados pela
sociedade. Não devemos lhes atribuir erroneamente nossas próprias visões de
mundo, por maior que tenha sido o papel que eles desempenharam em cimentar
essas mesmas visões.
O veredicto da história é complicado. Como devemos julgar um
homem que não teve um comportamento profissional, mas que estava acidentalmente
certo? Devemos enaltece-lo por seus instintos, ficar decepcionados pelo modo
como levou vantagem ou apenas nos contentar com o fato de que, ao menos desta
vez, a verdade venceu (ainda que por métodos estranhos)?
Você decide. Do meu lado, eu me pergunto o que Pasteur teria
pensado de tudo o que sabemos hoje sobre a vida e os microrganismos. Ele teria
ficado contente e fascinado, ou chateado com as conclusões modernas,
abertamente seculares, a que chegamos com base em seus achados? Xógum, se posso
voltar a ele, é um livro repleto de homens fortes. De fato, James Clavell
parece ser da escola de pensamento que diz que os homens fortes fazem a
história[3].
Vendo Pasteur, eu talvez acrescentaria que, se é isso que homens fortes fazem, a
história que eles produzem raramente é a história que pensaram estar
produzindo."
[3] A
escola oposta diz que todos os homens são engrenagens inconscientes da marcha
inevitável da história.
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Achados
a)Obra de Jean Fabre, via La Zèbre bleu.

"Je me vide de moi même"
b)O Google patenteou o gesto de S2.
Parece que tem a ver com o Google Glass.
E se o Google patentear o dedo do meio?
c)Homem boneca encontra Homem sem cabeça. Os Quadrinhos já foram mais divertidos.
História clássica (1946) do Polegar (Acho que esse é o nome oficial do personagem) via Pappy´s Golden Age Comics.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014
Telegrama
Justiças
"Quando ainda era um jovem professor, quando a guerra estava
começando para valer, Rey usou seu velho pseudônimo para publicar um ensaio num
dos jornais mais sectários da cidade. O comitê central tinha decidido que o
risco valia a pena: uma provocação calculada. Apesar da pouca circulação do
jornal, o ensaio causou uma certa controvérsia. Numa série de artigos, Rey
descrevia um ritual que tinha testemunhado na selva. Ele chamou o ritual de tadek, que era o nome da planta
psicotrópica usada, embora ele afirmasse que os nativos da aldeia tinham mais
de meia dúzia de nomes para ele, dependendo da época do ano em que fosse
realizado, do dia da semana, do crime que ele serviria para punir, et cetera. Tadek, segundo a descrição de
Rey, era uma forma rudimentar de justiça e funcionava assim: diante de um
roubo, por exemplo, os anciãos da aldeia escolhiam um menino com menos de dez
anos, drogavam-no com um chá muito forte e deixavam a criança embriagada
encontrar o culpado. Rey tinha testemunhado isso: um menino cambaleando bêbado
pelos caminhos enlameados de uma aldeia, entrando no mercado, sentindo-se
atraído pela cor da camisa de um homem, pelos padrões geométricos do vestido de
uma mulher ou por um cheiro ou sensação que só o menino, naquele estado
alterado, podia identificar. A criança se dirigia a um adulto e isso era o
bastante. Os anciões anunciavam que o tadek
estava terminado e levavam embora o criminoso para cortar fora as mãos dele ou
dela.
Se o artigo de Rey tivesse sido meramente uma descrição de
um ritual raramente praticado, as coisas poderiam ter terminado por aí. Esta
parte não era polêmica, uma vez que os lugares da selva, naquela época, eram
conhecidos principalmente por serem desconhecidos, e um leigo não se
surpreenderia com um rito pagão violento vindo da floresta tenebrosa. Mas Rey
foi mais longe. Tadek, ele
argumentou, era algo quase em extinção, mas agora sofria uma espécie de
renascimento. Além disso, ele se recusou a condená-lo, a chama-lo de rito
bárbaro e não deu nenhuma conotação pejorativa à descrição de sua crueldade. Tadek, na visão de Rey, era o precursor
do sistema de justiça inteiramente moderno que vinha sendo empregado na nação.
Justiça de guerra, justiça arbitrária, ele argumentou, era válida tanto ética
(ninguém podia saber quais os crimes no coração e na mente dos homens)
quanto pragmaticamente (castigo rápido, violento, mesmo que de natureza
fortuita, podia apoiar a causa da paz, amedrontando subversivos potenciais
antes que estes atacassem). Numa prosa equilibrada, ele aplaudia alguns poucos
casos conhecidos de líderes sindicais torturados e do desaparecimento de
estudantes como versões contemporâneas, bem-sucedidas, do tadek, nos quais o estado com base em indicadores externos
(juventude, ocupação, classe social), nem mais nem menos reveladores do que o
padrão geométrico de um vestido de mulher. A criança bêbada era talvez
extrínseca num contexto moderno, mas a essência era a mesma. A presença do tadek da selva não era o vestígio de uma
tradição moribunda e sim uma reinterpretação da justiça contemporânea pelo
prisma do folclore. O Estado-nação, em tempos de guerra, tinha finalmente
conseguido infiltrar-se nas massas isoladas: condená-las agora por recriar
nossas instituições em suas próprias comunidades era nada menos que hipocrisia."
(Extraído de Rádio Cidade Perdida, Daniel Alarcón (Rocco). Imagem do PocketComics de Isabella Amaral)
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Achados
(Foto do Facebook de Julio Carvalho)
a)Moscas na pintura clássica, numa postagem da Beluga. Um exemplo de Giovanni Santi,
Man of Sorrows
(1490)
Szépmûvészeti Múzeum, Budapeste
Trecho:
"Moscas nos quadros é que são uma coisa admirável. Ao que parece, tudo
começou com Giotto, que segundo conta Vasari, pintou moscas para brincar
com o mestre Cimabue. É que Giotto foi um percursor da pintura do
Renascimento, eliminando os fundos dourados da pintura bizantina,
reproduzindo a natureza e dando às personagens santas um semblante e
expressões menos hieráticas. A par dos anjos que choram, das árvores que
despontam atrás de uma procissão, das arquiteturas com pormenor, as
moscas faziam parte de uma realidade profana que agora passava a figurar
em temas sacros, sem que nem o que era secular nem o sacro ficasse
prejudicado. Encontrei as moscas destas pinturas, mas em algumas foi
impossível, não porque as moscas não estivessem lá (tenho a certeza que
estão), mas porque simplesmente não sei do rasto das pinturas em
questão. Além disso, Andor Pigler já fez esse trabalho, um trabalho que
eu gostaria de ter feito; ou seja, o levantamento da representação da
mosca em toda a pintura.
Podemos pensar que os autores pintaram moscas para nos alertar quando às
vaidades terrenas (no caso de Naturezas mortas), para colocarem nos
quadros segredos, pormenores que só eles conheciam, para brincar
connosco, para parodiar o seu tempo..."
b)Contardo Calligaris e o fim da infância. Ou dos adultos, depende.
Trecho: " Quando as notícias comunicam o número de mortos e feridos num atentado, numa catástrofe ou numa chacina, nunca falta o número de crianças. Podemos não saber se morreram mais homens ou mulheres, mas, se houve crianças entre as vítimas, seremos informados. E, das imagens que a reportagem nos mostrará, a mais tocante será a de um pai ou de uma mãe, carregando o corpo inerte do filho ou da filha.
Menos de dois séculos atrás, a frase "houve 12 vítimas, entre as quais quatro crianças" produziria provavelmente um pequeno alívio, como se a perda das crianças fosse menos deplorável do que a dos adultos. Hoje, é o inverso.
Da mesma forma, hoje, se a imprensa escrevesse que houve, entre as vítimas, cinco idosos, reagiríamos pensando que é uma pena, claro, mas, menos mal: eles já estavam de saída. Ora, um hipotético leitor de dois séculos atrás pensaria que os idosos são a perda irreparável: afinal, uma criança, ninguém sabe no que ela vai dar, enquanto um idoso é patrimônio consolidado. Num incêndio, você prefere que queime um caderno quase virgem ou o outro, no qual você anota seu diário há décadas?"
c)Morar numa vila.
"Criadas na Dinamarca, as cohousings espalham-se pelo mundo e chegam ao Brasil, pregando um morar leve no planeta e que descomplica a rotina das famílias.
É quase um condomínio, no qual cada família tem seu espaço privativo. A diferença está na possibilidade de reduzir o tamanho das casas ou dos apartamentos em troca de ambientes usados por todos. Um exemplo é a lavanderia comunitária, em que três ou quatro máquinas de lavar resolvem a demanda de dez ou mais grupos.
Nas cohousings - que surgiram na Dinamarca nos anos 70 e hoje são comuns principalmente na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá -, é assim também com a biblioteca, a horta, a oficina, a brinquedoteca, o refeitório, a sala de TV e, em alguns casos, até os carros. "Compartilhar diminui o consumo e o impacto ambiental, além de facilitar o dia a dia dos moradores, que ganham qualidade de vida, com menos necessidade de trabalho e dinheiro", afirma o arquiteto Rodrigo Munhoz, do escritório Guaxo Projetos Sustentáveis, de Piracicaba, SP.
"Desse modo, as pessoas se sentem mais seguras, num clima de vida no interior, embora tenham acesso a tudo o que a cidade grande oferece", completa Munhoz, que está formando um grupo para criar em sua cidade a primeira cohousing brasileira, com habitações sustentáveis, princípios de boa vizinhança e cotidiano menos dispendioso."
Bom... a ideia parece boa. Lamento apenas que exija espírito comunitário, uma substância que deve ter sido extinta e as pessoas procuram desesperadamente encontrá-la novamente.
Ou talvez eu esteja sendo velho, não sei.
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sexta-feira, 21 de março de 2014
Telegramas
A bear there was
A bear, a bear
All black and brown
And covered in hair
Three boys, a goat
And a dancing bear
They danced and spun
Up to the fair
How sweet she was
And pure and fair
The maid with honey
Up in her hair
He smelled her all
On the summer air
The maid with honey
Up in her hair
From there to here
From here to there
All black and brown
And covered in hair
He smelled that girl
In summer air
The bear, the bear
And maiden fair
Oh, I'm a maid
And I'm pure and fair
I'll never dance
With a hairy bear
I called the knight
But you're a bear
All black and brown
And covered in hair
From there to here
From here to there
All black and brown
And covered in hair
He smelled that girl
In summer air
The bear, the bear
And maiden fair
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