Taking me home
You come here to my work
You come here every day
To make sure I'm still here
You look at me that way
Rings on my fingers
And bows in my hair
You think I'm your present
You'll unwrap me here
Is this a bad dream
Is this really my life
Well you wanna know
You'll show me tonight
I have this one face
And i only check out
It gets so far think it's time
Not for sale
Not your girl
Not your thing
I'm here on the counter
With no money down
For nine ninety nine
You're taking me home
A dozen red roses
A cute little house
A cheap little ring
The deal is cut, now
Something is messed up here
Something isn't right
We're supposed to be free
I'm supposed to be mine
This part of my body
That you're pricing now
I'm cutting it off
I'm throwing it out
Not for sale
Not your girl
Not your thing
Got me mixed up with somebody else
Got me mixed up with somebody else
(letra e música da banda sleater-kinney ; ilustração do japonês Namio Harukawa. Imagens > 18 aqui.)
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Telegramas
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Onirogrito
Outros espelhos distantes

Uns meses atrás, alguns artigos reclamavam do cenário habitualmente sombrio da ficção científica. Dentro do caderno Link do Estadão, o colunista Alexandre Matias dava espaço às ideias do neurocientista palmeirense Miguel Nicoelis. Conforme Nicoelis afirma, a ficção científica prefere os futuros apocalípticos: “Hoje em dia você pega um filme de Hollywood ou um livro best-seller, é tudo assim: ‘Vamos destruir a raça humana… Vai acabar o mundo… Vamos criar um híbrido de não sei o quê… Os computadores vão nos deixar obsoletos…’

Uns meses atrás, alguns artigos reclamavam do cenário habitualmente sombrio da ficção científica. Dentro do caderno Link do Estadão, o colunista Alexandre Matias dava espaço às ideias do neurocientista palmeirense Miguel Nicoelis. Conforme Nicoelis afirma, a ficção científica prefere os futuros apocalípticos: “Hoje em dia você pega um filme de Hollywood ou um livro best-seller, é tudo assim: ‘Vamos destruir a raça humana… Vai acabar o mundo… Vamos criar um híbrido de não sei o quê… Os computadores vão nos deixar obsoletos…’
Escritores gringos de ficção científica
também se comunam nesta percepção. O artigo de Alexandre Matias cita o
norte-americano Neal Stepherson e o crítico e escritor Antonio Luiz
M.C.Costa analisa Shine, uma antologia do holandês Jetse de Vries que se
propunha a ficção científica em um contexto otimista.
Costa ainda discorre sobre os motivos históricos que levaram a uma
preponderância das distopias e cenários pessimistas na Ficção
Científica, que, para mim, soou mais interessante que os contos de
Shine.
O fato é que esta conversa toda inverte a questão.
A ficção não molda a realidade. A realidade é quem molda a ficção.
A ficção fornece “lentes” que permitem
diferentes interpretações da realidade. Mas quem escolhe as
interpretações são os indivíduos. Qualquer pessoa que viveu os últimos
trinta anos de transformações abraçou – principalmente via consumismo –
todas as grandes mudanças que a ciência e tecnologia disponibilizou à
humanidade. O impacto destas mudanças acelerou a economia e a vida e
trouxe muitos benefícios. E, também malefícios. É inegável o sentimento
de descontrole, de se estar perdido em meio ao turbilhão.
E isto se espelha na ficção de, pelo
menos, duas formas: ou na fantasia de indivíduos absurdamente poderosos…
ou na distopia apocalíptica ou totalizadora na qual as pessoas são
meros joguetes.
Não existe bem ou mal. Existem gestos,
ações e reações. Para cada passo a frente, um mundo fica para trás, e
tudo que é belo e horrível também desaparece. Hoje não conseguimos
imaginar o que seria o mundo sem celulares, televisão , internet. E
também não conseguimos imaginar o que é silêncio, que estar sozinho é
diferente de estar solitário. “Acreditar” ne evolução do homem,
“acreditar” nos benefícios da tecnologia, “acreditar” que o futuro
sempre será melhor, é ignorar a realidade.
(Publicado originalmente aqui, na Terracota. Fonte da imagem: o tumbrl Metropolis of Tomorrow)
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
Achados
a)Penas
Dá para fazer mais coisas com penas, além de travesseiros e adereços de madrinhas de bateria.
Vejam as obras de Kate MccGwire. Via La Zèbre Bleu
b)Ars vita est
Ótimo tumblr com arte, poesia, fotografia e outras cositas más. Com mais
"conteúdo" que o habitual do tumbrl (imagens, fotografias e aforismos) e com séries de postagens, organizado de um modo que jamais consegui fazer por aqui.
De lá veio a imagem abaixo, (Jean-Léon Gérôme, Le Barde Noir, 1888) de uma série de postagens "Orientalistas" (referência a Said)

c)Pombos Fotógrafos
Em 1908, um farmacêutico alemão chamado Julius Neubronner usava pombos-correio para a entrega de medicamentos. Ele desenvolveu um equipamento para que fotografar o voo dos pombos (sob o ponto de vista deles, lógico, senão não haveria graça). A falta de interesse militar ou comercial após a Primeira Guerra, fez Julius abandonar seus experimentos, mas a ideia ressurgiu brevemente após a década de 30, por um relojoeiro suíço e pelas forças armadas da França, Alemanha e a CIA. Fonte AQUI.
Via Pratinho de Couratos e Coisas do Arco da Velha.
A história soa fidedigna; muitos sites repetem a história, inclusive há recortes antigos de jornal sobre o assunto. Por outro lado, algumas imagens dos pombos com câmeras penduradas "parecem" colagem. Além disso, o que é mais estranho, existem poucas imagens disponíveis da rede (google) destas fotografias... São sempre as mesmas.
Mas pode-se considerar a possibilidade da coisa não ter dado lá muito certo e só ficaram as imagens que "deram certo".
Sei lá. Estou com o pé atrás.
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domingo, 24 de junho de 2012
Telegrama
Noite de São João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de São João.
Porque há São João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.
(Noite de São João, Alberto Caeiro)
Via Beluga
(Já que estamos falando do Pessoa, segue um LINK para uma carta de Fernando Pessoa para Ophelia Queiroz, no blog - sempre muito interessante - "Questões Manuscritas" de Pedro Corrêa do Lago)
(Imagem: Gravura de Michael Heer (1626). Veio daqui)
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Onirogrito
eu canto com muita coerência,
sobretudo inteligência
mas não deixo de ser um
(après Buraka Som Sistema Imagem: Arnold Böcklin, Luta de centauros (1873) )
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Telegrama
"The song chronicles a wife's desire to test her husband's loyalty. To do so, she takes on the nom de plume of Babooshka and sends notes to her husband in the guise of a younger woman -- something which she fears is the opposite of how her husband currently sees her (Hence the barbed lines: "Just like his wife before she "freezed" on him / Just like his wife when she was beautiful...").
The trap is set when, in her bitterness and paranoia, Babooshka arranges to meet her husband, who is attracted to the character that reminds him of his wife in earlier times. She thereby ruins the relationship due to her paranoia, according to Kate Bush's 1980 interview with the Australian TV series Countdown.
The music video depicts Bush beside a double bass (contrabass) which symbolises the husband, wearing a black bodysuit and a veil in her role as the embittered wife, alluding to a definition of the word babooshka - a headscarf. This changes into an extravagant, mythlike and rather sparse 'Russian' costume as her alter-ego, Babooshka."
(Fonte Wikipedia... mas peguei este texto pelo YouTube. Letra AQUI)
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domingo, 20 de maio de 2012

Precisarei dar um tempo.
Apareço aqui ocasionalmente com alguma coisa. Provavelmente um Achados ou um copia + cola pronto. Algo simples, pré-programado.
Mas não garanto.
(fonte da imagem: Rinoceronte-Negro sendo transportado por helicóptero numa operação organizada pela World Wildlife Fund. VIA )
Telegrama
O Inimigo
o inimigo sou eu
o inimigo é você
o inimigo é você
o inimigo sou eu
às vezes você tem razão
às vezes não.
(Letra e música dos Titãs, do álbum Jesus não tem dentes no país dos banguelas.)
(Fotografia: Não sei. O google não ajudou muito. Pelo nome do arquivo, talvez tenha vindo do Flickr DESTA islandesa aqui.
Provavelmente do Zoológico de Berlin)
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domingo, 6 de maio de 2012
Telegrama
Sound of Silence
(Simon & Garfunkel)
Hello darkness, my old friend,
I've come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.
In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone,
'Neath the halo of a street lamp,
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence.
And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence.
"Fools" said I, "You do not know"
Silence like a cancer grows.
Hear my words that I might teach you,
Take my arms that I might reach you."
But my words like silent raindrops fell,
And echoed
In the wells of silence
And the people bowed and prayed
To the neon god they made.
And the sign flashed out its warning,
In the words that it was forming.
And the sign said, "The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls."
And whisper'd in the sounds of silence.
(Imagem ? via Kalyuga)
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Telegramas
Guru (Gifted Unlimited Rhymes Universal ou - segundo o Wiki - God is Universal; he is the Ruler Universal) morreu em 19 de abril de 2010.
Esta música é de 1993.
Esta música é de 1993.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Telegrama
Constantinople
(The Decemberists)
O the minarets of Constantinople
Are plated gold, ivory, and opal
Their cupolas all onion domed and light.
And the magistrate of Constantinople
Has made a match; his family was hopeful
Their daughter would be promised a wedding night.
But the Sultan's weary bride, she won't be wed tonight
Nor fall beneath a canopy to lie
For far across the town, her lover's lying drowned
And painted by the Bosporus in blue
And there's nothing for a broken heart to do.
Down the dirty streets of Constantinople
The beggars weep, their hands all wide open
Their severed leper limbs all swing and sway.
At a windowsill in Constantinople
Our Hero sighs to melodies noteful
And gazes on the walls that hold his love.
But the Sultan's weary bride, she won't be wed tonight
Nor fall beneath a canopy to lie
For far across the town, her lover now is drowned
And painted by the Bosporus in blue
And there's nothing for a broken heart to do.
No, there's nothing for a broken heart to do.
Except cry.
(Imagem de Bob Peak para o filme Camelot. Via - salvo grande engano - Sci-Fi-O-Rama)
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quarta-feira, 28 de março de 2012
Telegrama
domingo, 11 de março de 2012
Achados
Moebius morre aos 73 anos.
Aqui, postagens do Projeto Portal que usaram suas imagens.
Os olhos de gato.
Rock City
A dupla evasão
e c´est fini. Au revoir.
Aqui, postagens do Projeto Portal que usaram suas imagens.
Os olhos de gato.
Rock City
A dupla evasão
e c´est fini. Au revoir.
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sábado, 10 de março de 2012
Telegrama
quinta-feira, 8 de março de 2012
Telegrama
Mobiliário



Como se saído de uma ampulheta
o pó cotidianamente se derrama sobre os móveis.
E a mulher, com mão de Sancho,
recolhe com pano umedecido
os vestígios do tempo
na serenidade da casa.
Não há nada de eterno sob a razão do tempo.
E o que é a realidade
se não a tentativa frequente
de recolher o pó caído da ampulheta
e depositado na mobília;
se não o polimento contínuo das coisas
para que a imagem delas fique intacta;
se não o movimento incessante da mão
até o esgotamento
- até que outra mão substitua a anterior
e sob sua força se construa uma nova realidade
tão irreal quanto a primeira.
Como se fosse possível eternizar o amor
que também se vai, tão quanto a areia.
1997.
Poesia de Verônica de Aragão
(Imagens da mexicana Ana Teresa Fernandez, via The Mafu Cage)



Como se saído de uma ampulheta
o pó cotidianamente se derrama sobre os móveis.
E a mulher, com mão de Sancho,
recolhe com pano umedecido
os vestígios do tempo
na serenidade da casa.
Não há nada de eterno sob a razão do tempo.
E o que é a realidade
se não a tentativa frequente
de recolher o pó caído da ampulheta
e depositado na mobília;
se não o polimento contínuo das coisas
para que a imagem delas fique intacta;
se não o movimento incessante da mão
até o esgotamento
- até que outra mão substitua a anterior
e sob sua força se construa uma nova realidade
tão irreal quanto a primeira.
Como se fosse possível eternizar o amor
que também se vai, tão quanto a areia.
1997.
Poesia de Verônica de Aragão
(Imagens da mexicana Ana Teresa Fernandez, via The Mafu Cage)
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